As altas temperaturas em Porto Velho se tornaram um desafio adicional para os atletas de vôlei de praia no JIF Norte 2026. O calor extremo, que se tornou tema comum entre competidores e treinadores, exige maior hidratação e cuidados especiais antes e depois das partidas.
João Athos Nascimento, de 19 anos, que representa o IFAC, chegou aos Jogos com confiança, apesar de ter tido pouco tempo para treinar com sua dupla. Acostumado a jogar no Acre, ele sentiu o impacto do calor durante as competições em Rondônia. ‘Ficamos muito fatigados porque é muito quente, mas conseguimos jogar até o final’, afirmou.
O professor Jefferson Teixeira, treinador do IFAC, notou o desgaste físico e alterou a rotina dos atletas, que passaram a sair do hotel apenas nos horários das competições para minimizar a exposição ao sol. ‘Resolvemos que cada um viesse somente para sua competição, para diminuir esse desgaste’, explicou.
A equipe do Instituto Federal de Roraima (IFRR) também enfrentou dificuldades com o calor. João Pedro Miranda, de 18 anos, destacou a intensidade do calor após sua primeira partida: ‘Eu estava todo seco de tanto suar. Acho que nunca suei tanto na minha vida’.
Lucas Moreira, estudante do IFRR, também notou a diferença nas condições climáticas em relação à etapa regional realizada no Amapá em 2025. O treinador Marco Mendonça comentou que a adaptação ao calor é um desafio durante as competições, já que a equipe costuma treinar em horários com menor incidência solar.
As partidas do JIF Norte 2026 continuam até 4 de setembro, realizadas em quadras abertas e em diversos horários ao longo da competição.
