O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) participou do lançamento do projeto “Todos por Uma”, que une tecnologia, esporte e cidadania para prevenir e combater a violência contra a mulher. O evento ocorreu nesta quarta-feira (26), na sede da Federação de Futebol do Estado (FFER), em Porto Velho, e contou com a presença do presidente do TJRO, desembargador Alexandre Miguel.
A iniciativa prevê a distribuição gratuita de 500 dispositivos que permitem o envio de alertas e informações críticas para redes de apoio em situações de risco ou emergência. O projeto integra as ações do Governar, liderado pelo TJRO, que reúne órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Procuradoria-Geral do Estado para fortalecer a governança interinstitucional por meio da inovação e da integração de dados.
O projeto foi apresentado por Bruno Costa, idealizador e vice-presidente da FFER, que também atua como diretor do primeiro escritório internacional da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em Miami, nos Estados Unidos. Durante a cerimônia, o desembargador Alexandre Miguel destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige a atuação de toda a sociedade. “O combate a esse problema não existe um líder único, mas sim um esforço conjunto em que cada órgão, entidade e cidadão deve atuar como protagonista”, afirmou.
O presidente também defendeu que o Judiciário e o Poder Executivo atuem de forma preventiva, “dando um passo para trás” para fortalecer políticas públicas antes que as agressões se concretizem, evitando que a atuação estatal fique restrita apenas à resposta após o fato consumado.
A tecnologia do projeto funciona por meio do aplicativo “Todas por Uma” integrado ao dispositivo físico NICE, um pequeno chip com conectividade NFC que pode ser camuflado em objetos como roupas, chaves, bolsas ou acessórios. Após a instalação, a usuária cadastra pessoas de confiança, chamadas “Anjos”, para formar uma rede de proteção. Em situações de emergência, basta encostar o chip no celular para acionar o sistema, sem que o agressor perceba.
Ao ser acionado, o dispositivo envia automaticamente um pedido de socorro aos “Anjos”, com localização por GPS, data, horário, além de registrar e transmitir áudio e imagens do ambiente. Esse mecanismo ágil e imperceptível reduz o tempo de resposta, permitindo intervenção rápida da rede de apoio e das autoridades policiais, salvando vidas antes que o ato violento se consume.
