Animais resgatados nas ruas de Porto Velho passam por um processo de avaliação, exames e tratamento na Clínica de Bem‑Estar Animal antes de serem encaminhados para a adoção.
Ao chegar à clínica, o animal é pesado e encaminhado imediatamente à enfermagem, onde são realizados acesso venoso, aplicação de medicações e remoção de miíase (bicheiras). “Quando ele chega na unidade ele é primeiramente pesado, depois ele já vem diretamente para a enfermagem. Na enfermagem é feito o acesso venoso, aplicação de medicações. Quando o animal está com infestação de miíase, que são as bicheiras, são retiradas, eu faço todo o protocolo, eu e as auxiliares, eu sempre estou presente, e eu coleto o exame de sangue. No exame de sangue a gente vê se o animal está com infecção, se está com anemia, se teve sugestivo de uma doença de carrapato, uma doença infecciosa, é realizado o tratamento”, explica a veterinária Karine Aires.
Depois da avaliação inicial, os animais são encaminhados para a área de internação da clínica, onde o histórico e o protocolo são repassados aos responsáveis pela internação. “Eu passo todo o histórico dele e o protocolo para os doutores da internação, que também são responsáveis por cuidar dos animais do resgate. Eles são tratados, então, se houver alguma infecção, alguma mordida, eles são tratados frequentemente. São realizadas medicações injetáveis, dependendo da necessidade deles, às vezes por semanas, para controle de dor, antibióticos, até esse animal estar estabilizado”, conta Karine.
Quando o animal apresenta parasitoses graves, como infestação de carrapatos, o tratamento pode durar até um mês. Após a estabilização, são realizados exames de hematócrito, castração e, então, o animal fica disponível para adoção. “Alguns animais já vêm com parasitose, infestados de carrapatos, então é realizado o tratamento para a doença do carrapato, que é o tratamento mais longo, de quase um mês. Depois que esses animais estão estabilizados, com hematócritos sem anemia, eles são castrados e, após a castração, estão disponíveis para adoção”, explica Karine.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Borin, destaca que a adoção responsável e a participação da população são essenciais para mudar a realidade dos animais abandonados. “A adoção responsável é fundamental para mudar a realidade dos animais na cidade. Quando a população participa, a gente consegue avançar nesse trabalho”, afirma Borin. O prefeito Léo Moraes reforçou a importância da empatia, saúde pública e responsabilidade cívica na causa animal, dizendo: “Sempre nos importamos com a causa animal, não é de agora e não tem ficado só no papel. A gente entende que cuidar dos nossos bichinhos é uma questão de empatia, saúde pública e responsabilidade cívica. E a prefeitura tem feito várias iniciativas para o bem‑estar de nossos animais”.
Para concluir o ciclo de resgate e tratamento, a prefeitura realizará uma feira de adoção na Rua do Lazer, no domingo, 2 de agosto. Os animais que passaram por todo o processo estarão disponíveis para quem desejar oferecer um lar. “E o recado que eu dou é que todos aproveitem, tentem abrir o coração, deem uma oportunidade para eles, porque todos tiveram uma nova oportunidade de viver, de aproveitar a vida. E todos foram muito guerreiros de resistir, porque todos os resgatados estavam em uma situação muito crítica. Eles venceram, lutaram muito e agora estão aguardando uma família amorosa para eles”, finaliza Karine.